Fórmula nem tão secreta21/01/2015 | 10h17

Cinco passos para se tornar campeão de surfe

Inspirados em Gabriel Medina, listamos o que fez diferença na busca pelo título

Cinco passos para se tornar campeão de surfe  Dan Warbrick/Divulgação
Foto: Dan Warbrick / Divulgação

Poucos dias antes de completar 21 anos, Gabriel Medina se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe. Para entender um pouco mais da preparação do novo ídolo do esporte nacional, dá uma olhada na lista com dicas que ajudaram o jovem a garantir o campeonato.

TENHA O APOIO DA SUA FAMÍLIA
O padrasto Charles Medina é tutor, conselheiro, amigo e treinador. Ajuda na preparo psicológico, lida com a imprensa, cuida dos contratos com patrocinadores e faz com que a única preocupação de Gabriel seja a mesma desde que começou: surfar. A mãe e os irmãos também o acompanham nas viagens pelo mundo todo, e o Instagram do surfista é cheio de fotos da irmã caçula Sophia, 9 anos. Na última etapa do mundial de 2014, a imprensa internacional destacou o título como uma vitória em família.

De volta com meu amorzin �� @sophiamedinaa

Uma foto publicada por Gabriel Medina (@gabrielmedina) em

PREPARE-SE MUITO
O corpo de Gabriel se desenvolveu desde que estreou no Circuito Mundial, aos 17 anos. Hoje, aos 21, está mais forte e mais preparado para a rotina pesada de viagens e treino, além do fôlego para enfrentar ondas muito maiores do que as de Maresias, no litoral de São Paulo, onde começou. O treinamento funcional é adaptado para o esporte e, além dos músculos, as repetições ajudam a treinar a técnica e na coordenação motora. A alimentação do atleta também passa por um controle rigoroso da família.

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INVISTA EM MANOBRAS MODERNAS
O surfe de Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, carece de apenas um atributo: aéreos mais agressivos. Este é o grande diferencial da nova geração de surfistas, que inclui os brasileiros Alejo Muniz, Miguel Pupo, Felipe Toledo, Jadson André e Thiago Camarão. Além das batidas e dos tubos, manobras modernas e cada vez mais radicais tem contado pontos a mais. Em um dos treinos no Havaí, em 2014, Gabriel acertou um backflip (mortal para trás) que vinha tentando desde 2011.

LEVE O REGULAMENTO EMBAIXO DO BRAÇO
Ele surfa para ser campeão. Gabriel compete desde cedo e se prepara para cada etapa do WCT como se fosse única. Sabe surfar em ondas menores, que exigem boas manobras, mas também aprendeu a dropar bombas como as de Teahupo'o. Durante as competições, tenta ser o mais e­ ciente possível e faz apenas o necessário para vencer as baterias e seguir em frente gastando o mínimo de energia. Joga com o regulamento, como quando aproveita a preferência das ondas (as ondas são intercaladas entre os surfistas) para fazer o tempo passar, e surfa de uma maneira que agrada aos juízes.

CONTE COM A SORTE (E O AZAR DOS ADVERSÁRIOS)
Gabriel Medina é campeão com todo mérito, mas, como todo campeão, ele precisou contar com a sorte. Nem Kelly Slater, nem Mick Fanning: com um
pouco menos de azar e uma melhor avaliação dos juízes o provável campeão mundial seria John John Florence. O havaiano impressionou em 2014 com um
freesurf em um nível muito acima dos outros atletas do tour, mas não conseguiu levar seus aéreos impressionantes para as competições. Os torcedores de JJF dizem que o sistema de pontuação não valoriza a criatividade. Já os torcedores de Medina dizem que o choro é livre.​

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