22/10/2013 | 16h01

SETE COISAS QUE APRENDI COM ALFRED HITCHCOCK

Uma lista com conclusões tiradas a partir dos filmes do diretor

SETE COISAS QUE APRENDI COM ALFRED HITCHCOCK reprodução/
Cena clássica de Psicose (1960), dirigida por Hitchcock Foto: reprodução

Ei, tem spoilers, tá?

Assistir a uma maratona de filmes de Alfred Hitchcock não é nem um pouco como assistir a uma temporada de comédia romântica, em que tudo o que você precisa fazer é torcer pelo romance dos mocinhos (mesmo sabendo que eles vão ser felizes no final).

Hitchcock me deu uma aula em apenas cinco filmes, e com o filme feito sobre ele lançado em 2012 (apesar de ser BEM diferente do seu estilo) conclui enfim que a maioria dos gênios são pessoas difíceis. Isso porque não pensam como eu, como você, porque não se incomodam com as mesmas coisas, porque veem o mundo de uma maneira diferente. E é disso que a gente precisa mais: não mais do mesmo, mas mais do diferente. Novas visões. Gente sem medo de criar. E com sede disso.

Entre verdades e brincadeiras, aí estão algumas ~lições~:

1. Os melhores vilões são aqueles que não aparentam ser vilões
Quem diria que Norman Bates (Anthony Perkins) , o rapaz de traços delicados, fosse o grande vilão de Psicose (1960)?

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2. Imaginar é pior do que ver
Na famosa cena do chuveiro de Psicose, mal podemos ver a violência nua e crua na tela. Apenas em poucas frações de segundo a faca aparece encostada na barriga da atriz. Depois de assistir o filme, pensei ter visto violência explícita na cena. Quando li sobre o filme, descobri que minha percepção estava errada, e que muitas pessoas após assisti-lo também haviam ficado com a mesma impressão.



3. Feche a persiana para se trocar
Nunca se sabe quando teremos um vizinho de perna quebrada se ocupando da nossa vida alheia. Mesmo! (A Janela Indiscreta, 1954)

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4. Não gritar é agoniante
No filme Os Pássaros (1963), em vários momentos de ataque dos bichos os personagens simplesmente fecham a boca e não soltam um piu (~risos~). Talvez seja para não atrair ainda mais bichos, mas o fato é que isso também contribuiu para me deixar mais agoniada. Tipo nessa cena no sótão:



5. Gordo não faz só gordice
Aliás, eu adoraria ter quilos a mais e fazer o que ele fez.

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6. Quando alguém acredita em algo, interpreta tudo a favor disso
Festim Diabólico (1948) mostra como muitas verdades são apenas fatos/teorias que interpretamos a nosso favor de acordo com o que pensamos. Dois homens matam um terceiro, colocam o corpo em um baú e convidam os amigos para uma janta em que a mesa é justamente onde o corpo está escondido. Ser superior e por isso ter o direito de matar seres inferiores era a justificativa da dupla para o crime. Justificativa essa que interpretaram da teoria de um professor – que foi convidado para a janta – e que depois revela-se totalmente inaplicável para o assassinato de uma pessoa.

cinema (1628) Animated Gif on Giphy

7. As psicodelias de Um Corpo que Cai (1958) foram os primeiros passos para os Space-cats

Vai dizer que isto:

film (7617) Animated Gif on Giphy

Não é referência pra isto?

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Há!

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