26/06/2013 | 17h40

Veja fotos de outros três protestos que marcaram o Brasil

A Passeata dos Cem Mil, as Diretas Já e os Caras Pintadas levaram milhares de brasileiros às ruas. Separamos imagens que dão uma ideia de como foram esses movimentos

Veja fotos de outros três protestos que marcaram o Brasil Toninho Cury/
'Vozes da nação'. 1992. Foto: Toninho Cury
Os protestos que estão acontecendo no Brasil são pauta desde conversas de bar até a imprensa internacional.
Mais uma vez na história do país, a maioria reivindicando direitos nas ruas é jovem. Os estudantes eram maioria também em outros três protestos que marcaram o Brasil: a Passeata dos Cem Mil, as Diretas Já e os Caras Pintadas.

Se lembra?

Não, os nascidos depois dos anos 90 não se lembram, porque não estavam aqui. Por isso, separamos fotos desses movimentos para àqueles que só tiveram contato com esses fatos históricos nas aulas de história.

Passeata dos Cem Mil - 1968
Quatro anos após o golpe militar no Brasil, período em que manifestações estudantis já tinham ocorrido (e sido reprimidas, inclusive com mortes de estudantes), foi permitida uma manifestação no dia 26 de junho, que seria vigiada por mais de 10 mil policiais no Rio de Janeiro.
100 mil pessoas compareceram às ruas da cidade. Os manifestantes protestavam contra a ditadura e contra a privatização do ensino, que segundo eles passaria a ser uma ferramenta capitalista e não uma ferramenta para formação de cidadãos.
Após a passeata, ouve um encontro entre o então presidente Costa e Silva e universitários, que solicitaram a libertação de estudantes presos e o fim da censura.
No mês seguinte à passeata, o governo militar proibiu qualquer manifestação pública no país, e em dezembro do mesmo ano a repressão foi legalizada através do Ato Institucional nº5.














Fotos: David Drew Zingg

Diretas Já - 1983-1984
O movimento das Diretas Já ocorreu no fim do processo ditatorial no Brasil. Manifestantes de diversas cidades brasileiras foram para as ruas pedir a concretização da Emenda Dante de Oliveira, um projeto de emenda constitucional que determinaria eleições diretas para presidente da república.
Só que... a emenda foi reprovada no congresso (112 deputados não compareceram no dia da votação) mesmo tendo 298 votos a favor e 65 contra, pois era preciso um número mínimo para a aprovação.
Apesar disso, em 1985, os militares - pressionados pela população que foi às ruas - estavam aos poucos permitindo a redemocratização e permitiram a candidatura de civis à presidência (até então só militares podiam se candidatar) e Tancredo Neves foi eleito para ser o primeiro presidente civil após o golpe.
Antes de assumir, Tancredo faleceu por problemas de saúde e seu vice, José Sarney, assumiu o cargo. Em 1988 seria aprovada uma nova constituição federal que determinada eleições diretas para presidente da república, e Fernando Collor foi então eleito democraticamente.














Fotos: Banco de Dados ZH

Caras Pintadas - 1992
O primeiro presidente eleito de maneira direta após a ditadura militar tinha como mote de campanha “caçador de marajás”, ou seja, prometia fortemente o combate à corrupção.
Só que, na prática, não foi o que aconteceu. Durante o governo Collor houve forte ocorrência de corrupção, além do fracasso do plano contra a inflação, que se mostrava cada vez mais alarmante na economia do país.
Com a insatisfação crescente da população, Collor chamou a população para sair às ruas e manifestar apoio ao governo, e o que acabou aconteceu foi justamente o contrário: as pessoas saíram às ruas com as caras pintadas de verde e amarelo pedindo o impeachment do presidente.
Resultado: Collor foi deposto do poder e seu vice, Itamar Franco, ocupou o cargo até as próximas eleições diretas.













Fotos: Toninho Cury


Foto: SilvioÁvila

Colaborou na matéria: Gilberto Kaplan, professor de história do Universitário

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