Geração Y15/08/2014 | 08h01

Lições para despertar talentos extraordinários

No meio de uma avalanche de casos de depressão que atinge os jovens, especialista em Geração Y ensina a usar frustração como alavanca

Lições para despertar talentos extraordinários montagem / banco de imagens/
Foto: montagem / banco de imagens
Marília Dolce | Kzuka

marilia.dolce@kzuka.com.br

Pressão, cobrança dos pais (e do mundo), disputas, escolhas. Todos os jovens de até 30 anos passam por essas situações na vida e vêm sofrendo cada vez mais para se autoafirmar. Mas por quê? Para a geração Y, dos nascidos entre 1980 até meados dos anos 90, a felicidade se tornou artigo de luxo.

Com um lema um tanto ousado, Sidnei Oliveira, especialista em gerações Y e Z, afirma que os jovens não estão usando o privilégio que têm para se tornarem mais capazes. Keep calm, work hard and stop the mi-mi-mi (fique calmo, trabalhe duro e pare com o mi-mi-mi) é o que o consultor prega em suas palestras e seus livros.

Questionar o porquê das coisas e situações é uma das formas de usar os talentos produtivamente. E claro, não desistir na primeira falha é regra de ouro. Quando algo dá errado na faculdade, no trabalho ou nas relações pessoais, o jovem que já desiste perde a chance de concluir algo substancial e dificilmente ganha maturidade.

– Toda cicatriz tem sua importância diretamente ligada ao aprendizado que extraímos de uma experiência. Portanto, quando a situação nos paralisa, devemos absorver o impacto e usar a frustração como alavanca para alcançar nossos mais extraordinários talentos – sugere Sidnei, que trabalha também com desenvolvimento de jovens potenciais e mentoria.

Autor de Conectados, Mas Muito Distraídos, ele define a geração Y como jovens que possuem grande intimidade com novas tecnologias, valorizam muito os relacionamentos e buscam participar de experiências inovadoras. Gostam de desafios em que possam usar todo o seu potencial e que proporcionem feedbacks rápidos. São mais pragmáticos, mas perdem o foco com facilidade.

Outra definição é a geração de cristal: estes jovens foram criados com tantos privilégios, que se mostram frágeis quando situações de maior pressão aparecem. Dificuldade em escolher um curso na universidade, manter um emprego e tomar grandes decisões são exemplos dessas pressões.

– Muitas vezes, os jovens não têm consciência da importância da escolha que estão fazendo e, por isso, acabam se frustrando ao primeiro sinal de dificuldade – explica o especialista.

Sidnei Oliveira foi convidado para a primeira palestra em Porto Alegre do Insperiência Talk, evento que pretende inspirar o público por meio das experiências dos palestrantes. O relações-públicas Guilherme Alf, o vice-presidente de RH da Dell, Paulo Amorim, e a criadora do projeto Roubadinhas, Laura Bier Moreira, também participaram do evento, realiazado no início do mês na Capital.

Fatores que contribuem para a frustação profissional

Disputa com veteranos: por causa do aumento na expectativa de vida, as pessoas estão permanecendo no mercado de trabalho até uma idade mais avançada. Isso gera uma concorrência maior.

Cobrança para superar os pais: a geração Y é formada, em sua maioria, por jovens superprotegidos, que têm uma autocobrança enorme em conquistar, pelo menos, o mesma que os pais conquistaram, mas em um curto espaço de tempo. Muitos querem ter todos os aspectos da vida solucionados antes dos 30 anos.

Imediatismo: os jovens optam por atalhos, e não por estratégias. Criam expectativas que não podem cumprir e acabam se frustrando e desistindo do sonho no meio do caminho.

Falta de percepção do impacto das escolhas: muitas vezes os jovens não têm consciência da importância da escolha que estão fazendo. Escolher um caminho ou outro, um emprego ou outro, uma forma ou outra, influencia completamente no seu futuro, e eles não levam isto tão a sério.

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