LEITURA25/04/2014 | 07h05

Livro mostra como superar a dor da perda por meio de teorias e gráficos

"A Teoria de Tudo" ensina como usar aplicações teóricas durante a vida

Livro mostra como superar a dor da perda por meio de teorias e gráficos Divulgação/
Foto: Divulgação

Esta reportagem contém: 17% de espera pela chegada do livro, 20% de correria para poder achar um tempinho vago para ler, 11% de devaneios aleatórios durante a leitura, 17% de muita expectativa para conhecer o desfecho da história, 22% de pesquisas sobre o livro e a autora e 13% de trabalho braçal. As estatísticas, é bom que se diga, não têm nada de metodologia científica, são apenas impressões para tentar escrever sobre A Teoria de Tudo, ficção de J. J. Johnson, uma obra que cria teorias sobre tudo com uma linguagem que a aproxima dos jovens.


Desde o início, não faltam estatísticas e porcentagens para tratar de assuntos cotidianos. Mas, se você costuma torcer o nariz para os números, não precisa desistir da leitura: os gráficos, organogramas e a matemática são usados de forma bem divertida, para explicar questões como a comunicação da personagem e sua mãe, que é analisada em um gráfico de pizza no qual textos e silêncios constrangedores têm as maiores porções.

O livro relata a luta de Sarah Jones, uma adolescente, que sempre seguiu todas as regras e é uma boa aluna, boa colega e boa amiga. A história começa depois que a jovem perde a melhor amiga em um acidente na escola. Mais do que isso, a garota
vê a amiga morrer. Sem conseguir esquecer o que aconteceu, ela reflete ao longo da obra sobre a sua principal angústia: será que poderia ter feito algo para evitar a perda? Mas os pensamentos não param por aí. A personagem estimula outra reflexão: “Já parou pra pensar que alguém ao seu lado também passou por um acontecimento ruim e precisa da sua ajuda?”.



A autora é a mesma de This Girl Is Different, que virou febre entre as adolescentes norte-americanas, mas não chegou a ser lançado no Brasil. J. J. Johnson tem mestrado na área de Educação pela Harvard University, com o foco em risco e prevenção na adolescência. Ela também é orientadora de jovens na Carolina do Norte e usa em seus
livros questões que trabalha com os adolescentes, como a dificuldade de enfrentar a dor da perda.

- Quando eu tinha 13 anos, tive uma amiga muito querida que morreu. Não daquela forma arrepiante como acontece no livro, mas foi muito inesperada, e isto realmente me afetou. E acho que nós não damos aos nossos jovens o crédito que eles merecem pela consideração que eles demonstram e de como eles são maduros em termos de
lidar com tragédias, então foi muito interessante explorar isso - afirma a autora.
Um dos pontos fortes do livro é o projeto gráfico.

A capa da primeira edição chegou em três cores: rosa, lilás e verde, cada uma acompanhada de um esmalte do mesmo tom. A cada capítulo, existe uma arte ou diagrama que ajuda a expor os pensamentos da protagonista, que especula teorias sobre tudo, inclusive a vida e a morte. A combinação com a narrativa leve é uma ótima pedida para quem quer uma leitura agradável, menos com o compromisso de chegar perto de um Nobel de Literatura e mais com a responsabilidade de promover reflexões.

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